quarta-feira, 8 de abril de 2020

Sobre a necessidade de, por vezes, estar triste

Tenho trabalho a fazer, tenho coisas importantes a estudar, mas perante três semanas de uma séria pandemia de covid-19, forço-me a parar cinco minutos que facilmente se transformaram em várias horas.

Em jeito de tortura, fecho-me em cenários tão parecidos aos sonhos - irreais, sem fundamento, mas que buscam uma felicidade inalcançável, de qualquer tipo que ela seja: profissional ou pessoal. Aguçam-me a necessidade pelo conforto, pelo calor, pela música que me acalma e torce um pouco a garganta. Fazem com que me sinta mais perto do eu mais genuíno e menos moldado daquilo que tive que aprender a ser nos últimos anos. A tristeza, ainda que induzida, acalma-me e, indiretamente, permite-me produzir. Permite-me trabalhar, permite-me ter maior espaço para me focar.

Existem coisas estúpidas que acabam por resultar, e é por isso que acabo por gostar, de uma forma muito ligeira, do comportamento humano - não sei se o meu é o melhor exemplo para começar porque, apesar de me assemelhar a uma pessoa com neurónios, creio que atrás da cortina está a coisa mais desorganizada que já alguma vez conheci. Mentira, há bem piores.

Sobre a necessidade de, por vezes, estar triste

Tenho trabalho a fazer, tenho coisas importantes a estudar, mas perante três semanas de uma séria pandemia de covid-19, forço-me a parar ci...